Sou a favor do riso escancarado, de fazer humor com as dificuldades da vida, de estimular o deboche. As piadas inteligentes, as satíricas, as críticas, as inocentes, as escrachadas, ou melhor, as piadas em geral fazem bem à saúde. Rir de si mesmo é o melhor remédio. Sou daquelas que perde o amigo, mas não perde a piada.

Tributo a Peter Sellers.

O mundo está cheio de pessoas incríveis, com um senso de humor maravilhoso. No Brasil, temos um número considerável de humoristas fantásticos, programas de TV hilários e notícias diárias que até parecem uma piada.

O Grande Ditador, filme de Charles Chaplin (1940).

Uma das sequencias mais famosas do cinema, mostra o ditador sonhando com o domínio do mundo. Chaplin interpreta duas personagens, o ditador Hynkel e o barbeiro judeu morador de uma vila, transformada em gueto, vivendo na companhia de outros judeus, sofrendo as consequências da ditadura anti-semita.

Nesta época, quando a maior parte do mundo se calava, Charles Chaplin fez este filme extraordinário. Criticando e debochando de uma situação seríssima, de maneira genial, mas sem nunca rir dos agredidos. Nem poderia.

Cena do discurso final, O Grande Ditador (1940). Neste filme, Charles Chaplin falou pela primeira vez, no cinema.

Existe uma linha tênue e perigosa no terreno do humor. Acredito que para certas coisas não existe lugar para isso. Distinguir o que pode e o que não pode é muito complicado. É preciso um tanto de discernimento e outro tanto de sensibilidade. 
Fazer piada de abuso sexual, crimes hediondos, violência contra crianças e mulheres, me parece um pouco fora do tom. Mesmo no caso da vítima ir à forra, a la Lorena Bobbit por exemplo, como uma forma de incentivo para que reaja. Fazer piada com crimes tão sérios, estampados, diariamente, nos jornais e noticiários da tv, me parece infeliz demais. Principalmente, se estiver humilhando a vítima da violência.

Lembro de uma notícia horrorosa, quando pessoas morreram por causa de um soro contaminado. Um programa humorístico, na TV, fez uma piada com isto! Eu me senti agredida, apesar de não conhecer, diretamente, ninguém que morreu neste episódio.

Esta semana, fomos brindados com declarações infelizes e de muito mau gosto do Sr. Von Trier. Melhor se tivesse ficado mudo. 

Algumas pessoas, no Brasil, também parecem ter perdido o feeling. São apresentações denominadas Stand Up. O cara fica lá fazendo piada de tudo, absolutamente tudo. Por sorte, nunca fui neste show, porque seria um desastre.
Imagine eu, no meio da apresentação, ao ouvir a piada infame, levantar e gritar: - Sit Down, please!


Um paralelo entre Chaplin e Hitler (parte 1), muito bom! A parte 2 e a parte 3.

8 Responses so far.

  1. Xilique says:

    É isto!!!!! Acho que algumas piadas não deveriam fazer parte de um show. concordo com tudo.

  2. Anônimo says:

    Chega de tanta exposição gratuita!!!!!!!!!!

  3. Anônimo says:

    pior né. nem precisava nada disso. beijo

  4. Anônimo says:

    PARA NÃO DIZER BESTEIRA MELHOR FICAR DE BOCA FECHADA!

  5. Anônimo says:

    essa gente narcisista, o umbigo é grande!
    beijo

  6. Eu colei no blog CQC IN LOVE, uma coisa que encontrei por aí, vários blogs dizendo a mesma coisa...
    "Seremos mais humanos se formos unânimes naquilo que valha a pena. A melhor forma de vencer a unanimidade burra é participar da unanimidade inteligente." Gabriel Perissé

  7. Anônimo says:

    Por favor me fala, como encontro o Gabriel?

  8. O telefone eu não sei, mas acho que pode começar por aqui ó:
    http://mariamachado.blog.com/index.php/2007/09/22/a-unanimidade-inteligente/

Leave a Reply

Prazer em conhecer!